sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Projeto Ciranda de Leitura: Machado de Assis



INTRODUÇÃO
“O que transforma uma pessoa não é aprender a ler e a
escrever, mas, fazer o uso da leitura e da escrita.”
(autor desconhecido)

Sabemos que a criança que possui desde cedo o contato com livros e leituras realizadas e incentivadas por educadores competentes terá um melhor desempenho escolar, pois o hábito de ler se transforma em verdadeiro prazer.
O Subprojeto Ciranda da Leitura acontecerá  em sala de aula e todas as atividades serão  registradas e catalogadas para que os estudantes e os pais acompanhem o desenvolvimento do processo de aprendizagem.

OBJETIVO
·         Saber quem foi o escritor Machado de Assis: em que época viveu, o que escreveu e a importância dele para a literatura brasileira.
·         Conhecer o momento histórico brasileiro em que viveu o escritor.
·         Distinguir apólogo de outros gêneros literários.
·         Contribuir para a formação do leitor literário.
·         Ampliação da capacidade de análise literária.
 
METODOLOGIA
·         Leitura e compreensão do texto Um Apólogo, de Machado de Assis.
·         Pesquisa: Biografia de Machado de Assis.
·         Pesquisa: Momento histórico brasileiro - fim do Império, abolição da escravatura, proclamação da República;  A sociedade do Rio de Janeiro no século XIX.
  • Seminário sobre a vida e as obras do autor.
MATERIAL NECESSÁRIO
·         Cópias do texto Um Apólogo para cada aluno.
·         Livros e sites de História do Brasil sobre fim do Império, a abolição da escravatura, proclamação da República e a sociedade do Rio de Janeiro no século 19.
·         Obras de Machado de Assis.
·         Biografia de Machado de Assis.
·         Dicionário.
·         Imagens do escritor e da época em que viveu.
·         Revistas com reportagens sobre Machado de Assis.
·         Documentários e filmes.
·         Uma caixa de costura com agulha, linha e alfinete, e um pedaço de tecido.

DESENVOLVIMENTO

1ª ETAPA
Pedir aos alunos que citem nomes de escritores que eles conhecem ou que já leram ou que ouviram falar. Ajudá-los nesta lembrança, dizendo títulos de diversas obras. Se não forem citados, não esquecer de acrescentar à lista importantes nomes como: Ruth Rocha, Ana Maria Machado, Ricardo Azevedo, Ângela Lago, Eva Furnari e, principalmente, Monteiro Lobato. Continuar a investigação. Perguntar se eles sabem quem são os dois famosos escritores brasileiros que foram homenageados em 2008. Darei as dicas: um é mineiro e nasceu em 1908. É conhecido internacionalmente pela obra Grande Sertão: Veredas. O outro é carioca e morreu em 1908. É mais conhecido pelo livro Dom Casmurro, em que conta a polêmica história de amor entre Capitu e Bentinho. Mostrar imagens do escritor Guimarães Rosa (1908-1967), nascido em Cordisburgo, a 124 quilômetros de Belo Horizonte, e de Machado de Assis (1839-1908), nascido no Rio de Janeiro. Observar as informações que a garotada já tem para equilibrá-las com os novos conhecimentos. Em seguida, contar que a turma conhecerá o principal escritor brasileiro, Machado de Assis, a vida e as obras dele e a época em que viveu.
2ª ETAPA
O ambiente retratado nas obras de Machado de Assis está muito distante da realidade dos estudantes. Para aproximá-los daquele tempo, transformaremos a sala de aula num espaço oitocentista. Reuniremos as obras de Machado e elementos visuais representativos do século XIX: revistas, documentários, filmes, imagens, objetos, etc. Juntos criaremos um ambiente literário. Também montaremos um painel. Para isso, dividirei a classe em grupos, cada um responsável por pesquisar um tema: o Brasil do século XIX; cenários, pessoas, transporte (carros puxados a burro e bondes com tração animal) do Rio de Janeiro mostrado em gravuras e pinturas; biografia do escritor e a relação das obras.
3ª ETAPA
Com a classe familiarizada com a época, é o momento de iniciar a leitura do texto Um Apólogo. Esclarecerei, antes, que apólogo é uma narrativa curta e, como a fábula, tem uma moral. Elas se distinguem pelas personagens: no apólogo são objetos inanimados (plantas, pedras, rios, relógios, moedas, estátuas etc.) e na fábula, geralmente, são animais. Depois, abrirei a caixa de costura e deixarei à vista o pedaço de tecido, a agulha, o carretel de linha e o alfinete. Iniciarei perguntando para os alunos se eles sabem quem serão as personagens da história.  Em seguida, questionarei a função da agulha, da linha e do alfinete na costura de uma roupa. Perguntarei também se eles conhecem um sinônimo para o verbo costurar e se já ouviram a palavra coser. Escreverei essas duas palavras no quadro-negro, explicando que são sinônimas. Em seguida, iremos comparar o significado e a escrita de coser e cozer. Sintetizar: o verbo coser é escrito com s e significa costurar; o verbo cozer é escrito com z e significa cozinhar. Terminar essa etapa perguntando aos alunos quem eles prefeririam ser: a agulha ou a linha na costura de um vestido de baile. Pedir que justifiquem a escolha com bons argumentos. Dividir duas colunas no quadro-negro: Prefiro ser agulha porque / Prefiro ser linha porque. Irei listando os argumentos na coluna correspondente. Essas atividades irão preparar a classe para a recepção do texto.
4ª ETAPA
Avisarei aos estudantes que o texto a ser lido é muito antigo. Por esse motivo, algumas palavras, expressões e costumes não são conhecidos por eles. Ajudarei a descobrir os significados pelo contexto, sem usar o dicionário. Um Apólogo conta a discussão entre a agulha e um novelo de linha para saber quem é mais importante e faz um trabalho melhor, enquanto a costureira (modista) costura o vestido de baile da dona da casa (ama), uma baronesa. Perguntarei que impressão eles têm de um texto que inicia com “Era uma vez...”. Será que se trata de um conto de fadas? Se não for, que outra idéia o leitor faz de um texto que tem tal começo? Encaminhá-los-ei a pensar que esse início prenuncia uma história em que tudo é possível. Objetos e animais podem falar e apresentar características humanas. No final do estudo, a classe deve responder novamente, comparando com o que tinha pensado antes da leitura.
5ª ETAPA
Iniciará a análise do texto. Auxiliarei a turma a perceber os elementos da narrativa. Quem são os personagens, principais e secundários? Em que lugar a história se desenvolve? Quanto tempo se passa entre o momento em que a agulha começa a implicar com o novelo de linha até a finalização da costura do vestido? Por que a agulha e a linha interromperam a discussão? Quando a discussão recomeça? No texto, quem é, afinal, a mais importante no trabalho de costurar: a agulha ou a linha? Por quê? Explique a relação entre a vitória da linha e a moral. Quem é o narrador da história? Ele diz ao leitor que contou essa história a uma pessoa. Quem é ela? De que época é a história? Pedirei aos alunos que justifiquem as respostas com elementos do texto.
6ª ETAPA
Ajudarei os alunos a refletir sobre o que leram. Nos apólogos, os objetos são personificações de valores e comportamentos humanos. A moral é expressa como conclusão. No texto, o alfinete é o porta-voz da moral da história. Discutirei com a classe essa moral: existem pessoas que facilitam a vida de outras, ajudando, abrindo caminhos, e, na hora da conquista, quem recebe os benefícios é aquela que foi ajudada. Perguntarei o que pensam sobre isso, é que cada um defenda sua opinião garantindo um espaço democrático, em que todos tenham vez para expor seu ponto de vista.
7ª ETAPA
O texto Um apólogo permite uma reflexão sobre os papéis de cada um em uma situação de trabalho. Questionarei a classe. Quando o trabalho é em equipe, um é melhor do que o outro? Qual é o papel de cada um no esporte de grupo, no teatro, na dança?
8ª ETAPA
Trabalharei os conceitos de arrogância e o de humilhação. Pedirei que os alunos observem no texto a arrogância da agulha e depois a humilhação pela qual teve de passar, retornando à caixinha. Solicitarei outros exemplos de arrogância e humilhação.
9ª ETAPA
O texto tem pontuação riquíssima. Examinarei com a classe essa pontuação dedicando atenção às reticências.

AVALIAÇÃO
Como o objetivo é a formação do leitor literário, são a compreensão e a visão crítica do texto que devem ser avaliadas. Para isso, tenho algumas sugestões de atividades:
·         Leitura dramatizada do texto, em que um aluno é o narrador e outros três fazem a fala da agulha, da linha e do alfinete.
·         Transformar o texto em peça de teatro (desde que antes eles tenham contato com textos do gênero).
·         Fazer um debate sobre a moral de Um Apólogo.
Contar a história sem ler, para um público que não seja formado pelos colegas.
·         Escrever um apólogo.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
Revista Nova Escola setembro/2008.
Conto “Um Apólogo” de Machado de Assis.
Biografia de Machado de Assis.

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